Eu tenho um sonho: aprender a surfar.

Já tive uma grande oportunidade de realizar o sonho e o desejo de aprender a surfar. Mas deixei passar. Foi como areia que escapa entre os dedos. Estava ali à disposição. Na minha frente. Era só dizer "sim". E eu disse "não".

Aconteceu durante uma atividade escoteira em Paranaguá, litoral do estado do Paraná. Era um grande acampamento nacional para jovens de 15, 16, 17 anos. O futuro era deles. A atividade também. Eu estava lá como adulto acompanhante.

Fomos a uma praia. Era parte da programação. Lá um professor profissional de surf ensinou aos jovens as técnicas básicas para iniciar no surf. Mostrou o material: pranchas, roupas, alças... Ensinou a remar e a ficar em pé na prancha. Falou dos perigos, dos desafios e do prazer de surfar. Os meninos gostaram.

Éramos cerca de trinta em nosso grupo. Alguns de nós nem conheciam praia ainda. Estes ficaram encantados, apesar do dia cinza. Se empolgaram bastante, apesar do frio. Caíram na água e foram lá remar as pranchas.

Dos três adultos que acompanhavam os garotos apenas um não quis entrar na água: eu.

Muitas vezes o medo acaba nos privando de muita coisa que queremos fazer

Com a desculpa de ficar na areia vigiando as mochilas, eu fiquei. Desculpa esfarrapada. Pode ter sido pelo frio que fazia no dia. Talvez por não querer voltar no ônibus com a bermuda molhada. Ou até por vergonha de fazer feio. Não importa. Neste dia eu deixei escapar uma grande oportunidade de aprender algo novo e divertido. E, quer saber, mesmo? Acho que o principal motivo foi o medo.

Muitas vezes o medo acaba nos privando de muita coisa que queremos e que precisamos fazer. Foi o que aconteceu lá naquela praia de Paranaguá.

Depois deste dia eu tomei uma decisão: não iria mais deixar o medo me privar de algo que eu quisesse muito fazer. 

E de lá para cá foram muitas montanhas russas de todo tipo, brinquedos radicais, tobogãs, descidas de bóias em rios, rapel, tirolesa, passeios de caiaque no mar, stand up paddle em praias calmas e também agitadas, parasailing...

Até snowboard eu fiz. Tá certo que foi num parque de neve indoor com uma pista pequena. Mas eu fiz!

Aprendi a superar o medo de fazer coisas novas. Fiz coisas que nem imaginava fazer quando garoto. E a lista do que quero fazer só aumenta: pilotar um jet-ski, fazer kite-surf, saltar de para-quedas, descer num rapel negativo, fazer rafting em um grande rio, praticar snowboard em uma grande montanha.

Sei que não vai ser fácil riscar todos os itens desta lista. Mas se a oportunidade surgir, não vou mais deixar passar.

E a dica que eu dou para você que leu este texto até aqui é: vença seus medos. Respire fundo. Estufe o peito. Arregace as mangas. Você e seus sonhos precisam ser maiores do que qualquer medo. Seja prudente, cerque-se de segurança, mas não deixe o medo empurrá-lo para trás. Arrisque-se a ser feliz.

E eu ainda tenho um sonho: aprender a surfar.

E eu vou atrás dele.

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Surfista sentado na areia

As imagens deste post são do acervo do PixaBay, um site de stock images.

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Max Braga

Max é desenvolvedor de software e se acha um bom contador de histórias. É escoteiro e, nas horas vagas, gosta de viajar e se distrair!

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