Uma história de amor inédita, mas cheia de clichês, na Cidade Luz

Não é sempre que começo um história com um cliché. Mas é difícil falar de Paris sem falar de romance, de amor e de pessoas apaixonadas. É o óbvio. É inevitável. Talvez até por isso este seja um clichê perdoável. 

Qual enamorado nunca quis andar de mãos dadas no Jardin des Tuileries ou trancar um cadeado na Pont des Arts? Outro dia até tiraram os cadeados que estavam lá. Será que os amores sobreviveram a este desastre? Espero que sim. A mística e o mito são sempre mais fortes que a realidade e as autoridades.

A minha admiração pela Cidade Luz vem de alguns anos atrás. Este apreço ganhou tons de utopia quando eu vi pela TV um Manézinho ser campeão do mais charmoso torneio de tênis do mundo. Ali começava uma paixão entre um cidadão brasileiro e uma cidade francesa. E não estou falando do Guga e seu coração na Philippe Chatrier. Falo de mim. Foi ali que nasceu meu amor platônico pela França e a minha vontade de ir até lá.

Diz a lenda que se você traçar uma reta na direção em que o Cristo Redentor está olhando, esta reta toca a ponta da Torre Eiffell. Talvez esta lenda não seja verdadeira, até porque eu acabei de inventá-la. Mas faria todo sentido para mim se fosse verdade.

No ano em que o Gustavo Kuerten levantou a taça de Roland Garros eu era um tenista juvenil. Treinava em um clube de Goiânia. Lembro que naquele momento eu e todos os meus colegas passamos a compartilhar um sonho: ser campeão do Aberto da França.

Logo depois eu descobri que a raquete não me levaria a Paris. Ela já não me levava mais nem para fora da minha própria cidade. Então eu percebi que precisava pensar em outra forma de chegar lá. Traçar outro plano. Precisava de outra desculpa para ir a Paris. Além de dinheiro, claro! Precisava de muito dinheiro.

Aquela ideia adormeceu, mas jamais foi esquecida. Larguei o tênis, estudei, me formei e trabalhei. Mas o desejo por Paris ainda estava ali. Adormecido na mente.

E foi quando eu e a Milena, hoje minha esposa, conversávamos sobre o provável destino da nossa lua de mel que a luz se acendeu. Começou fraca. Mas, de repente, já não era só uma lâmpada solitária sobre a minha cabeça simbolizando a ideia. Era uma Torre Eiffel inteira piscando em luzes fortes.

E então pensei num dos maiores clichês de todos: lua-de-mel em Paris.

Quer saber? Que se danem os críticos das idéias repetidas. Resolvi que queria sim este clichê para mim. E então consegui convencer a Milena de que Paris era o lugar ideal para nossa lua de mel.

E nós fomos para Paris. Para lá fizemos a primeira grande viagem de nossas vidas.

Milena e Max em Roland Garros

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Max Braga

Max é desenvolvedor de software e se acha um bom contador de histórias. É escoteiro e, nas horas vagas, gosta de viajar e se distrair!

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