Nossa meta para o sábado era acordar cedo e partir para Pirenópolis! Alguém chegou a falar em levantar de madrugada. Acho que fui eu. Mas foi só uma idéia. Logo desistimos dela. Eu e a Milena resolvemos que não iríamos nos estressar com horários rígidos.

Acordar e tomar um café da manhã sem pressa. Pegar a sogra e cunhado no caminho e partir para Piri! Esse era o plano e assim fizemos.

Selfie no Portal de Pirenópolis Uma selfie no portal de Pirenópolis

Um parada rápida no simples, porém memorável, portal de entrada da cidade. Tiramos fotos, gravamos vídeo. Pronto! Seguir viagem. Próxima parada: Reserva do Abade.

Leia também nosso artigo Cachoeira do Abade em Pirenópolis.

Tínhamos pesquisado sobre a reserva antes. Então já sabíamos das duas opções de trilhas e do restaurante no local. Obrigado, Google! Valeu, Trip Advisor!

Ainda assim, fizemos questão de ouvir todas as informações que os guias queriam nos passar. Queríamos saber se tudo o que tínhamos lido ainda estava valendo.

Tudo certo! Decidimos fazer a trilha longa. Também decidimos que o almoço seria no restaurante da reserva, mais tarde. “O restaurante fecha às 16 horas, mas é bom chegar uns 30 minutos antes”, nos advertiu um dos guias.

Nota mental registrada: chegar para o amoço antes da xepa. Partimos para a Trilha do Vale, a mais longa. O caminho é todo pavimentado por pedras, cimento e pontes de madeira. Em alguns pontos há mirantes para que o turista observe a paisagem. E que paisagem!

Difícil dizer o que é mais bonito. Se é a vista lá do alto, com todo aquele verde, formado pela vegetação do cerrado. Ou se são as cachoeiras, lá embaixo. Ou talvez o aquário natural com água límpida e transparente. Difícil dizer! Tudo muito bonito.

A Cachoeira do Abade, no final da trilha, é sem dúvida a mais impressionante. Bela, alta e imponente. Derramando água com toda força.

Mas confesso que a queda que mais me agradou foi um pouco antes. Foi a Cachoeira do Landi, que fica no pé da escada de pedra que leva à Ponte da Tremedeira. Um ótimo lugar para um mergulho e para tirar fotos. Ou apenas para ficar observando a água descer.

Ponte da Tremedeira, na Reserva do AbadeAí está Milena na Ponte da Tremedeira!

Foi lá que, vendo a água cair, tive a sensação de que o mundo caminhava mais devagar. Sabe aquela sensação de que nada mais importa? Nada além do som das águas lavando pedras e do vento esfregando as folhas das árvores.

Quando dei por mim, estava com os pés na água. De olhos fechados eu tentava decifrar o que vento e a água diziam um para o outro. Quando parecia que eu iria entender a conversa, ouvi outra voz. “Vamos?”

Era a Milena chamando para voltarmos para a trilha.

Minha sogra já reclamava que estava ficando tarde para o almoço. Meu cunhado impaciente também já apontava o nariz para a continuação da trilha. Hora de continuar.

Subimos as escadas, atravessamos a Ponte da Tremedeira e conhecemos a famosa Cachoeira do Abade. Depois de um tempo apreciando a enorme queda d’água e de vencer as suas águas geladas, decidimos ir almoçar.

Cachoeira do Abade, uma das mais procuradas de PirenópolisCachoeira do Abade, a principal atração da reserva.

Nossa intenção era comer, descansar e voltar para a aproveitar mais um pouco da principal cachoeira da reserva.

Esse era o intuito, mas não foi o que fizemos. A boa comida e o ambiente agradável do restaurante nos seguraram mais do que queríamos.

Sabe aquela vontade de não fazer nada que só sentimos quando estamos longe da cidade grande? Pois é! Foi essa danada que nos fez passar mais tempo no restaurante. Ora conversando, ora apreciando o nosso próprio silêncio. Que, em certos momentos, era quebrado somente pelo som de pássaros.

Depois dos bons momentos que passamos na Reserva do Abade, deixamos a fazenda e partimos para nossa pousada, nos arredores de Pirenópolis. O nome da pousada era tão aconchegante quanto precisávamos que o nosso quarto fosse: Aconchego dos Pirineus.

Depois de um bom descanso e de um necessário banho, fomos atrás daquilo que melhor Pirenópolis poderia nos oferecer: um suculento e farto jantar.

Caminhamos bastante pelas ruas cheias da cidade. Analisamos fachadas. Tentamos avaliar um equilíbrio entre quantidade de pessoas sentadas nas mesas e os preços nos cardápios para descobrir qual estabelecimento mereceria nossa presença.

Acabamos escolhendo um que parecia agradável, tinha boas opções no menu e um pessoa receptivo na entrada. “Sejam bem vindos Lá em Casa”. Foi assim que nos cumprimentou aquele que parecia ser o dono.

A calorosa recepção foi tão quente quanto as duas panelinhas que pedimos. Uma de camarão e outra de carne de sol com queijo coalho. Um jantar delicioso para fechar com chave de ouro nosso sábado em Pirenópolis.

Barriga cheia, pé na areia. Assim dizia minha avó. Ou pé nas pedras, que é como acontece em Piri. Isso mesmo! Antes de voltar para a pousada e decretar encerrado nosso dia, ainda caminhamos um pouco mais pelas ruas de pedras da Cidade dos Pirineus.

Este é o relato de parte da viagem que fizemos para Pirenópolis em junho de 2015. Se você gostou e acha que este texto pode inspirar alguém a conhecer Pirenópolis, compartilhe com seus amigos.
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Max Braga

Max é desenvolvedor de software e se acha um bom contador de histórias. É escoteiro e, nas horas vagas, gosta de viajar e se distrair!

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